terça-feira, 11 de julho de 2017

Hotel Pestana: "Um Gigante Que Morreu"!

Recentemente passei pelo bairro do Rio Vermelho e percebi uma grande movimentação no hotel Ibis porque acontecia uma convenção. E ao seu lado, um Gigante Abandonado": Hotel Pestana, retrato da crise econômica e da retração do turismo no estado. Veja o relato do jornal Correio sobre o Hotel Pestana do Rio Vermelho. Do alto da sua suíte presidencial, o rei Pelé encantou-se com a Baía de Todos os Santos, o tenor Luciano Pavarotti avistou o Farol da Barra e a Ilha de Itaparica, e a ex-primeira dama americana Hillary Clinton conseguiu enxergar os contrastes sociais de Salvador. Eles provavelmente não sabem, mas aquele empreendimento em que se hospedaram, antes quase um monumento à hotelaria local, hoje não passa de um fantasma. Construído sobre as rochas, praticamente pendurado no mar do Rio Vermelho, o Hotel Pestana completou no dia 14 de julho 500 dias com todos os seus 23 andares desativados. Primeiro hotel cinco estrelas da Bahia, inaugurado como Le Méridien, em 1974, o Pestana não tem nem de longe o espírito dos momentos de glória que viveu entre os anos 70 e 90, quando recebia artistas, chefes de estado, celebridades, empresários e muita gente que juntava dinheiro só para se hospedar em seus quartos. Com as duas torres de apartamentos desativadas desde 1º de março do ano passado, o prédio destoa da vida pulsante do revitalizado Rio Vermelho. Com o cair da noite, o breu toma conta, e o prédio fica ali, solitário, entre as ondas da rebentação, sombrio, sem cor e com as luzes todas apagadas. Nem mesmo o nome do hotel é aceso.

O CORREIO esteve no local este mês e pôde constatar o hall de entrada completamente vazio, diferente do grande movimento que antes podia ser visto na recepção. A entrada permanece luxuosa, limpa e com bastante mobília. O acesso às torres está proibido. Por isso, não foi possível verificar as condições atuais dos apartamentos. Mas, mesmo sem acessar os andares, é possível enxergar marcas da decadência.
O teto da entrada não tem mais forro, infiltrações pipocam nas paredes, fiações estão à mostra e a rampa de acesso de veículos, danificada. O Pestana é um gigante que morreu. Sem previsão de investimentos que possam ressuscitá-lo, restam as memórias de quem se hospedou, passou a noite de núpcias, casou, comprou em uma das suas luxuosas lojas ou participou de um dos seus diversos congressos, bailes de carnaval, festas na boate ou réveillons. 
Muitos chefes de estado optaram pelo Méridien, como Lula, em 2002, os reis da Suécia, em 1984, o primeiro ministro da Espanha Felipe Gonzalez, em 1987, e os presidentes de diversos países no II Encontro Íbero Americano, em 1993. Mas anônimos endinheirados também usufruíam de sua piscina com a Iemanjá desenhada pelos azulejos do fundo ou fizeram compras nas suas lojas do lobby. (Clique na foto)
Foto e fonte: Correio

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